quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como emoldurar uma gravura por Antonio Grosso restaurador

Evite sempre utilizar aquelas molduras “caixa ou vitrine” onde a área pictórica e suas margens ficam expostas numa profundidade de 2 a 2,5 cmts. Esse macro ambiente facilitará  o aparecimento de manchas e fungos. Utilize sempre paspatur para delimitar a área pictórica, criando assim um micro ambiente onde o papel respirará. Quanto maior a área protegida,  menor será a área afetada pela ação dos fungos e condições climáticas.  Certifique-se de que o moldureiro não fechará o verso do quadro com chapa de duratex, madeira ou papelão pois possuem um alto grau de acidez que acelerará a oxidação do papel. Recomenda-se o uso do Foam Board alcalino ou neutro para finalizar o emolduramento. E certifique-se de que são utilizadas fitas adesivas alcalinas para fixar a obra ao paspatour. Fitas durex, crepe ou adesivas não alcalinas causam  danos irreparáveis ao papel. (entrevista para Julio Reis)

domingo, 27 de março de 2011

José Luiz N. Martini - acervo pessoal



José Luiz N. Martini - O sol que traz a vida e a vida que traz a morte - 4/4 - Var. 18 - ano 1998


José Luiz N. Martini - acervo pessoal

José Luiz N. Martini - Adoração -  3/10 -  var. 32 - ano 2001

José Luiz N. Martini - acervo pessoal

José Luiz N. Martini - Universo Primitivo III -  ano 1986 -

José Luiz N. Martini - acervo pessoal

José Luiz N. Martini - acervo pessoal

José Luiz N. Martini -  Universo Primitivo 4/12  Var. 8 -  ano 1986

Paulo Menten - acervo pessoal

Paulo Menten  1996

sábado, 19 de março de 2011

Mostra de gravuras no Masp

(não é de artistas paranaenses mas vale a dica para apreciadores  de gravura)

Mestres da gravura brasileira e internacional estão em mostra inédita com mais de 120 obras do acervo do MASP.
 
Uma seleção com mais de 120 obras de mestres em diferentes técnicas da arte da gravura está em exibição no MASP desde 05 de março. Papéis Brasileiros: A Arte da Gravura - Coleção MASP traz obras de Volpi, Tarsila, Babinski, Samico, Manezinho Araújo, Gruber, Jardim, Segall, Grassmann, Valentim, Hudinilson, Nelson Leirner e tantos outros, a maioria deles mestres brasileiros e estrangeiros que vieram para o Brasil. Com curadoria de Teixeira Coelho e Denis Molino, a exposição fica em cartaz até 1º de maio .
A mostra apresenta um primeiro movimento da figuração na gravura, tal como manifesta no acervo do MASP, e em seguida os movimentos da abstração e da nova figuração contemporânea.


Papéis Brasileiros: A Arte da Gravura - Coleção MASP

Por Teixeira Coelho, curador-coordenador


A gravura serviu, na história, a fins diversos. Foi modo prático e barato de representar uma paisagem, uma pintura famosa, uma catedral conhecida mas que poucos podiam ver quando ainda não havia a imprensa e a fotografia; ou lugar de ensaio para uma obra maior; ou expressão de uma grande arte em si mesma. Parece simples nos recursos e resultados mas pode dar forma a conceitos complexos. Albrecht Dürer, mestre gravador como poucos, tinha uma noção, válida ainda, do que era belo na gravura (e na arte): o belo é um conceito relativo e variado, e não objetivo e uniforme como queria Alberti. Essa relatividade e essa diversidade estão nesta mostra. Elas seguem os três critérios de Dürer para definir e apreender a verdade artística: a função (mostrar como é um rosto, por exemplo), a satisfação proporcionada e o domínio do meio. Com eles, Dürer acreditava que alguém poderia criar “belas imagens”, não “espontâneas” ou “inspiradas” mas que vinham de uma “síntese seletiva interior”.
O conjunto aqui mostrado organiza-se em três movimentos. O primeiro inclui obras com um compromisso figurativo claro, embora variado, com o mundo exterior. O segundo cobre um momento em que o artista buscava noções abstratas do que seria o belo, sem ligação com o real imediato, um momento de forte autonomia da arte. E o terceiro mostra o retorno da figura porém sem vinculação com o real e, sim, muitas vezes, para fazer um comentário sobre a figura muitas vezes vista em outro meio e não na realidade (e com o recurso de outros meios que não os da gravura tradicional). As obras deste terceiro movimento navegam entre o pop e o conceitual, assim como as do segundo circulam pelo abstrato informal e geométrico e as do primeiro, pelas diversas correntes estilísticas da modernidade ampliada (simbolismo, expressionismo, surrealismo e suas nuances).Esta exposição não põe em destaque, porém, as opções estilísticas. Seu método é iconográfico, colocando lado a lado distintos modos de representar-se um tema como recurso para uma apreensão mais imediata das diferentes ideais sobre a arte e o que podem apresentar-nos hoje.

Os movimentos
A coleção de gravuras brasileiras do MASP assume a forma de um arco extenso que vai de Carlos Oswald, precursor da gravura artística no Brasil, a artistas contemporâneos que recorrem a novas tecnologias como o xerox (Hudinilson Jr.). São todos casos que ilustram o período em que a gravura emancipa-se de outras linguagens, como a pintura e a fotografia, e dedica-se à exploração de seus próprios recursos técnicos e expressivos.
Primeiro movimento: figuração - As obras deste grupo tratam de revelar o belo oculto na natureza ou na realidade das coisas e do mundo. Sua função é representar esse mundo conforme a versão de “síntese interior” escolhida pelo artista. Essa síntese é mais simples ou mais elaborada, mais próxima do real ou mais aberta às liberdades da imaginação. Mas, as imagens resultantes representam sempre alguma coisa por alguns de seus traços visíveis, como a forma geral de uma árvore ou de um rosto, o aspecto físico de um objeto inanimado visto ou codificamente imaginado. Alguns de seus autores são de artistas que fizeram da gravura seu meio predileto de expressão, outros são de artistas que experimentaram também com outros meios, em particular a pintura. E o período coberto vai do primeiro modernismo à atualidade.
Segundo movimento: abstração - Estas obras buscam a beleza ainda mais oculta do mundo, aquela que está abaixo da superfície visível e que propõe uma harmonia secreta revelada ou inventada pelo artista. Perseguem um “aquém da forma”, ou a “forma pura” que, para Kandinsky, é capaz de responder às “necessidades interiores” do artista. São peças que exercitam de modo livre (descomprometido com o real e a natureza) os elementos gerais da arte, como a cor, a linha, o plano, a partir de uma inspiração na música e na matemática. Compõem campos de expressão cuja função é apontar mais para elas mesmas do que para algo fora delas. São sínteses seletivas interiores complexas que buscam na “simples satisfação”, no prazer do observador, sua meta central. Representam um movimento cujo valor central era a ampla autonomia da arte: sua liberação diante da necessidade de representar o mundo exterior, o “real”.
Terceiro movimento: uma outra figuração - A figura está aqui de volta, mas num outro passo do parafuso da arte. Sua referência e sua fonte não são mais tanto o mundo real, a natureza ou a “forma pura” como o universo da própria cultura (a cultura pop dos quadrinhos, do jornal, a própria arte). Antes de apontar para “a realidade”, esta arte visa a própria arte ela, como as obras do movimento anterior, mas recuperando agora o valor de representação do ícone, da parecença. Aos poucos, neste movimento, a síntese seletiva interior torna-se mais complexa ou rarefeita e o conceito predomina sobre a forma evidente. Também as técnicas são outras, acompanhando a evolução tecnológica: os antigos modos (xilogravura, linóleo, metal, litografia) são substituídos por outros ou combinados. A reprodução da imagem ganha novo meio: a impressão digital.
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=83&periodo_menu=cartaz

quarta-feira, 9 de março de 2011

A gravura de Arte no interior do Paraná


Para o corrente projeto de pesquisa sobre “A gravura de Arte no interior do Paraná” foram levantadas as seguintes fontes de pesquisa, tais como  livros, catálogos de exposições, sites, blogs, entrevistas  e jornais.
Iniciamos nossa pesquisa com artistas da cidade de Londrina e região, cidade ainda muito nova, próxima há completar 80 anos. Londrina iniciou-se tardiamente seu desenvolvimento na gravura, aparentemente o surgimento e destaque para gravura ocorreram na década de 70 e 80.
Escrever sobre a história da gravura em Londrina é quase como escrever a história de Paulo Menten, a ligação e o desenvolvimento de ambas estão muito próximas. Paulo Menten um dos pioneiros em compor o Núcleo de Gravura em Londrina, que estudou desenho no Museu de Arte de São Paulo e Xilogravura com Lívio Abramo, “chegou a Londrina, cerca de trinta anos atrás, trazendo consigo uma completa oficina de gravura, experiência de décadas na área das artes gráficas, um nome respeitado e conhecido no meio e uma exuberante energia criativa. Veio de São Paulo, passando uma temporada, no final da década de 1970, por Cornélio Procópio, até, finalmente, chegar a Londrina, onde se estabeleceu. Veio junto dele, parte integrante e  indissociável   desse   universo, a   companheira  de  sua vida, Dolores Branco,(Tadeu,blog,2010), não demorou muito para Menten introduzir o ensino de Xilogravura e serigrafia no Curso de Arquitetura do Centro de Estudos Superiores de Londrina e no Curso do 1º grau do Colégio Canadá de Londrina/PR,  atua como professor na UEL através do Curso de Educação Artística.
Dolores Branco outra artista fundamental para compor o Núcleo de Gravura em Londrina  “nascida em Santos, SP, em 10 de abril de 1939, estudou pintura, em São Paulo, SP, com Hamilton Pereira em 1968. A partir de 1977, recebe orientação do artista Paulo Menten e reside em Londrina, PR, desde o início dos anos 1980. Nos anos 1990, sua obra começa a ganhar destaque nacional e internacional, com trabalhos desenvolvidos em técnicas como pintura, diversos tipos de gravura, inclusive sobre alumínio, desenho, xilogravura, serigrafia, aquarela, escultura, cerâmica e trabalho com sucatas e latas amassadas.” (DAmbrosio,2005) Com curadoria de Paulo Menten e coordenação de Dolores Branco  o Museu de Arte de Londrina lança  em 2006  MOSTRA GRAVURA EM LONDRINA 1, em 2007 acontece MOSTRA GRAVURA EM LONDRINA 2,  gravadores participantes -Angela Parra, Bira Senatore, Carlos Campos, Cláudio Garcia, Dolores Branco, Grazia Veronezzi, Iara Strobel, José Luiz Néia Martini, Laércio Redondo, Maria Irene, Mário Arrabal, Onildes Fuganti, Sílvia Mascaro, Valéria Brum, Vany Maschio, Wanda Grade. Em 2008 MOSTRA GRAVURA EM LONDRINA 3,  foram expostas  40 obras, na maioria  alunos mantidos pela oficina ministrada por Menten e Dolores,  Nesta mostra principais artistas da cidade que atuam com gravuras foram convidados e contribuíram com trabalhos sobre o livro Macunaíma, de Mario de Andrade, em comemoração aos 80 anos da publicação. Gravadores participantes-Alisson Aparecido Feitosa, Bhall Marcos, Bruna Esteves, Bruno Crispin, Eliana Lauvison, Elvira Favoreto, Fátima Bernardo, Felipe Matheus Toste, Guilherme Munhos de Lima, José Maria Frutuoso, Letícia Gonçalves dos Santos, Luis Cláudio Magri in momorian, Lúcia Onório, Luiz Felipe Gonçalo, Miguel da Silva, Nanci Fenner, Renan Jhonatan de Oliveira, Terezinha Favoreto, Vilma Hideko Sumigawa, Wagner Munhê, Wesley da Silva Modesto, com artistas convidados, Carlos Campos, Grazia Veronese, Iara Strobel, José Luiz Néia Martini, Onildes Fuganti, Sílvia Mascaro, Valéria Brum, Wanda Grade, participação especial-Dolores Branco, Paulo Menten.
 Também devemos destacar  a polonesa Maria Ímola Lós com o preciosismo de seus trabalhos, que chegou ao Brasil no após a II Guerra e seguiu para Londrina. Através de xilogravuras e gravuras em metal, Maria Ímola Lós mostra a tradição da gravura polonesa.
Nos anos 90 surgem muitos artistas gravadores na região, destacamos Laércio Redondo, que seguiu para Polônia, lá estudou novas técnicas de gravura, e desenvolveu um trabalho mais experimental e mais investigativo.
Não devemos esquecer do artista Cláudio Garcia , que  desenvolve desde 2001 o projeto Oficinas de Artes Visuais junto à comunidade londrinense  dentro do Núcleo Gravura em Londrina.

plano de fundo do blog

Série Chuva Paulo Menten 0,35 x 0,255 m
Xilogravura
1997

terça-feira, 8 de março de 2011

A GRAVURA DE ARTE NO INTERIOR DO PARANÁ

Este   blog foi  criado para divulgar e   preservar a História  da Gravura no  interior do   Paraná.   Em primeiro momento resgatar a produção dos artistas que produziram e ainda produzem Gravura e suas demais variações no  interior do estado.  Na década  de 90 tive o   prazer de conviver com alguns  dos principais gravuristas do interior  do  estado, como  Paulo Menten,  Dolores Branco,  Fernando Martinez,  José Luis N. Martini  entre outros. Hoje, aluno de Artes Visuais na UTP-PR, surgiu a vontade de estudar esta arte milenar,  partindo pelo Paraná  pude  observar a  pouca literatura  no assunto. Convido  a todos  apreciadores  do tema  e artistas   a enviarem   nomes,  sugestões,   matérias,   entrevistas, catálogos,  livros, reportagens   etc...para   ampliação e enriquecimento desta pesquisa, que em 2012 será apresentada a primeira etapa como trabalho de conclusão de curso.   Para   uma segunda   etapa   ampliaremos a   pesquisa para Curitiba e região. Esta pesquisa está sob orientação do Prof. Renato Torres.  Ao longo  da pesquisa  serão  postado  informações,  biografias  e outros materiais.

Acervo Museu de Arte de Londrina

Sem Título Fernando Martinez 0,40 x 0,33 m
Água forte
1994

Acervo Museu de Arte de Londrina

Sem Título Fernando Godinho 0,28 x 0,25 m
Gravura em metal
1994

Acervo Museu de Arte de Londrina

Exótica Dolores Branco 0,386 x 0,27 m
Água forte- gravura em metal
1994

Acervo Museu de Arte de Londrina

Onca Pintada Bira Senatore 0,19 x 0,395 m
Xilogravura
1994

Acervo Museu de Arte de Londrina

Grupo de Artistas Angêla Parra 0,55 x 0,45 m
Linoleogravura
1987

Acervo Museu de Arte de Londrina

Cabecas Negras Wanda Grade 0,30 x 0,39 m
Xilogravura
1989

Acervo Museu de Arte de Londrina

Universo Primitivo 2 José Luís N. Martini 0,365 x 0,30 m
Xilogravura
1986

Acervo Museu de Arte de Londrina

Série Chuva Paulo Menten 0,35 x 0,255 m
Xilogravura
1997